Hoje, 13 de julho, no mundo inteiro apreciadores do gênero musical que mudou a história das sociedades comemoram seu dia exclusivo. A data foi escolhida por causa do primeiro festival ‘Live Aid’, realizado em 13 de julho de 1985, na Inglaterra e Estados Unidos, com shows de diversos artistas e renda revertida às pessoas que passavam fome na Etiópia.
O termo rock’n’roll foi inventado por um DJ norte-americano chamado Alan Freed, e o primeiro sucesso do gênero foi ‘Rock Around The Clock’, com Bill Halley, em 1955. A partir daí, o estilo musical que nasceu para ser rebelde e selvagem fez a cabeça de jovens de todas as idades mundo afora. Artistas como Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix e Janis Joplin, entre outros, determinaram os padrões musicais e de comportamento que levariam o rock a se consagrar como o ritmo mais amado e cultuado no planeta. Além de ser também o gênero musical mais generoso, abrigando dezenas de subclassificações e artistas tão diversos quanto James Taylor e Sepultura. LSM
sexta-feira, 13 de julho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Filhos da Legião
Impedido de viver o pai no filme ‘Somos Tão Jovens’, sobre o início da carreira de Renato Russo, João Pedro Bonfá se junta a Nicolau Villa-Lobos na banda Big Nice
Estava tudo certo: Nicolau Villa-Lobos e João Pedro Bonfá fariam no cinema os papéis de seus pais, guitarrista e baterista da Legião Urbana, respectivamente. Quis o destino que, às vésperas do início das filmagens de ‘Somos Tão Jovens’, longa que estreia em 11 de outubro e vai contar os primórdios da Legião e de outros grupos de Brasília, uma infecção no braço tirasse o filho de Marcelo Bonfá da empreitada.
“Faltava só uma semana para começar a rodar e eu tive que ser hospitalizado. Eu pedi, insisti muito com minha mãe, mas ela não deixou”, lamenta, resignado, João Pedro, 24 anos, filho também da atriz Isabela Garcia.
Sem maiores problemas. Em seu lugar entrou um amigo, Conrado Godoy, ex-integrante de sua banda, a Big Nice, que acaba de ganhar um reforço: ninguém menos que... o próprio Nicolau Villa-Lobos. Então, se não vai ser no cinema, a união dos filhos legionários poderá ser conferida nos palcos.
“Eu já gostava do grupo. Aí, eles foram gravar no estúdio do meu pai, que se amarrou, e até deu várias dicas de guitarra. Eu fiquei lá junto, tentando acrescentar também. E quando saiu um cara da banda, eles me chamaram”, comemora Nicolau Villa-Lobos.
O quinteto é formado ainda por João Pedro Roche (guitarra), Dudu Sattamini (baixo) e Donato D’Angelo (teclado), todos com idades entre 23 e 25 anos. O nome Big Nice surgiu por acaso. “Era um boteco que nem sei se ainda existe, em Copacabana. Nunca fomos lá, mas o nome era maneiro”, explica João Pedro Bonfá.
O repertório mistura músicas próprias, clássicos do rock e, claro, Legião Urbana. “Nosso som é pop, mas não o pop do Skank ou do Jota Quest, que são grupos que respeito, mas não é o que a gente faz!”, define Bonfá. “Nosso pop é o de grupos como o Queen. Da Legião, devemos tocar ‘Soldados’ e ‘Tempo Perdido’”.
GERAÇÃO COCA-COLA
Além do repertório e do talento dos músicos, a Big Nice promete chamar a atenção por ter em sua formação dois filhos de ídolos de uma geração. A Coca-Cola, no caso. “Eu levo isso de ser filho de um integrante da Legião Urbana numa boa”, conta o herdeiro de Dado Villa-Lobos. “Na faculdade, uns amigos mais velhos piram, e vivem falando que são fãs do meu pai”.
CAPITÃO NASCIMENTO
Não dava para encontrar os filhos dos integrantes da Legião Urbana e não perguntar sobre a polêmica participação de Wagner Moura no recente Tributo à Legião Urbana, da MTV. Na ocasião, o ator e dublê de cantor dividiu opiniões sobre sua performance no vocal.
“O legal foi justamente o fato de ele não ser um cantor profissional. Era um cara neutro, mas que se entregou ali no palco como poucos poderiam ter feito”, defende João Pedro Bonfá.
Nicolau Villa-Lobos faz coro. “Burro é o cara que achava que ele ia cantar que nem o Renato Russo, que é um dos melhores cantores que já apareceram. A entrega do Wagner Moura foi total”, avalia. “Um momento emocionante aconteceu outro dia, quando fui almoçar com meu pai e adivinha com quem eu dei de cara na casa dele? Com o Capitão Nascimento!”.
Emoção forte viveram os fãs, no tal tributo à Legião, quando os músicos improvisaram no final um sucesso que não estava ensaiado: ‘Faroeste Caboclo’. “Fui eu quem disse que eles tinham que tocar essa!”, revela Nicolau. “Vi uma galera cantando os nove minutos da canção, do lado de fora do teatro, e sugeri que seria demais se rolasse. Em seguida, eles estavam lá no camarim relembrando os acordes”. LSM (fotos Luciano Oliveira)
DENTRO DO SET DE 'SOMOS TÃO JOVENS' COM NICOLAU VILLA-LOBOS:
“Filmar o ‘Somos Tão Jovens’ foi incrível! Até porque estudo Cinema, na PUC. Foram dois meses em Brasília e um em Paulínia, onde revivemos cenas reais, que aconteceram de verdade, como, por exemplo, o clássico primeiro show do Aborto Elétrico, que foi a banda que deu origem à Legião Urbana, na lanchonete Food’s, em cima de um caminhão. Também rodamos uma cena que foi um show da Legião na casa da família Lemos, dos irmãos Flávio e Fê Lemos, que acabaram formando o Capital Inicial. Fomos à própria casa onde os pais deles ainda moram.
Tinha muita gente jovem reunida, e ficamos todos do elenco muito amigos. No final de cada dia de filmagens, a gente ia para o hotel e ficava tocando e cantando clássicos da Legião Urbana. Como todo mundo entrou em uma mesma sintonia, tiveram momentos surreais. Parecia que a gente estava de fato revivendo a história, não apenas como atores. Quando voltei para casa, contei tudo para meu pai, que também se emocionou. Antes de filmar, eu usei ele como laboratório.
A cena mais emocionante, na minha opinião, é quando tocamos ‘Ainda É Cedo’. Nesse momento, o Renato Russo, vivido pelo ator Thiago Mendonça, reencontra sua melhor amiga, para quem ele fez a composição.
Posso garantir que ‘Somos Tão Jovens’ vai ser um filme extremamente musical. Todos os atores são músicos de verdade. A gente tocou quase 20 canções, sem nenhum playback. O som que vai ser ouvido no cinema é o que rolou de verdade lá na hora. Quem cuidou disso foi o Carlos Trilha, que é um superprodutor musical, e que, como se não bastasse, tocou na Legião Urbana”, por Nicolau Villa-Lobos.
Estava tudo certo: Nicolau Villa-Lobos e João Pedro Bonfá fariam no cinema os papéis de seus pais, guitarrista e baterista da Legião Urbana, respectivamente. Quis o destino que, às vésperas do início das filmagens de ‘Somos Tão Jovens’, longa que estreia em 11 de outubro e vai contar os primórdios da Legião e de outros grupos de Brasília, uma infecção no braço tirasse o filho de Marcelo Bonfá da empreitada.
“Faltava só uma semana para começar a rodar e eu tive que ser hospitalizado. Eu pedi, insisti muito com minha mãe, mas ela não deixou”, lamenta, resignado, João Pedro, 24 anos, filho também da atriz Isabela Garcia.
Sem maiores problemas. Em seu lugar entrou um amigo, Conrado Godoy, ex-integrante de sua banda, a Big Nice, que acaba de ganhar um reforço: ninguém menos que... o próprio Nicolau Villa-Lobos. Então, se não vai ser no cinema, a união dos filhos legionários poderá ser conferida nos palcos.
“Eu já gostava do grupo. Aí, eles foram gravar no estúdio do meu pai, que se amarrou, e até deu várias dicas de guitarra. Eu fiquei lá junto, tentando acrescentar também. E quando saiu um cara da banda, eles me chamaram”, comemora Nicolau Villa-Lobos.
O quinteto é formado ainda por João Pedro Roche (guitarra), Dudu Sattamini (baixo) e Donato D’Angelo (teclado), todos com idades entre 23 e 25 anos. O nome Big Nice surgiu por acaso. “Era um boteco que nem sei se ainda existe, em Copacabana. Nunca fomos lá, mas o nome era maneiro”, explica João Pedro Bonfá.
O repertório mistura músicas próprias, clássicos do rock e, claro, Legião Urbana. “Nosso som é pop, mas não o pop do Skank ou do Jota Quest, que são grupos que respeito, mas não é o que a gente faz!”, define Bonfá. “Nosso pop é o de grupos como o Queen. Da Legião, devemos tocar ‘Soldados’ e ‘Tempo Perdido’”.
GERAÇÃO COCA-COLA
Além do repertório e do talento dos músicos, a Big Nice promete chamar a atenção por ter em sua formação dois filhos de ídolos de uma geração. A Coca-Cola, no caso. “Eu levo isso de ser filho de um integrante da Legião Urbana numa boa”, conta o herdeiro de Dado Villa-Lobos. “Na faculdade, uns amigos mais velhos piram, e vivem falando que são fãs do meu pai”.
CAPITÃO NASCIMENTO
Não dava para encontrar os filhos dos integrantes da Legião Urbana e não perguntar sobre a polêmica participação de Wagner Moura no recente Tributo à Legião Urbana, da MTV. Na ocasião, o ator e dublê de cantor dividiu opiniões sobre sua performance no vocal.
“O legal foi justamente o fato de ele não ser um cantor profissional. Era um cara neutro, mas que se entregou ali no palco como poucos poderiam ter feito”, defende João Pedro Bonfá.
Nicolau Villa-Lobos faz coro. “Burro é o cara que achava que ele ia cantar que nem o Renato Russo, que é um dos melhores cantores que já apareceram. A entrega do Wagner Moura foi total”, avalia. “Um momento emocionante aconteceu outro dia, quando fui almoçar com meu pai e adivinha com quem eu dei de cara na casa dele? Com o Capitão Nascimento!”.
Emoção forte viveram os fãs, no tal tributo à Legião, quando os músicos improvisaram no final um sucesso que não estava ensaiado: ‘Faroeste Caboclo’. “Fui eu quem disse que eles tinham que tocar essa!”, revela Nicolau. “Vi uma galera cantando os nove minutos da canção, do lado de fora do teatro, e sugeri que seria demais se rolasse. Em seguida, eles estavam lá no camarim relembrando os acordes”. LSM (fotos Luciano Oliveira)
DENTRO DO SET DE 'SOMOS TÃO JOVENS' COM NICOLAU VILLA-LOBOS:
“Filmar o ‘Somos Tão Jovens’ foi incrível! Até porque estudo Cinema, na PUC. Foram dois meses em Brasília e um em Paulínia, onde revivemos cenas reais, que aconteceram de verdade, como, por exemplo, o clássico primeiro show do Aborto Elétrico, que foi a banda que deu origem à Legião Urbana, na lanchonete Food’s, em cima de um caminhão. Também rodamos uma cena que foi um show da Legião na casa da família Lemos, dos irmãos Flávio e Fê Lemos, que acabaram formando o Capital Inicial. Fomos à própria casa onde os pais deles ainda moram.
Tinha muita gente jovem reunida, e ficamos todos do elenco muito amigos. No final de cada dia de filmagens, a gente ia para o hotel e ficava tocando e cantando clássicos da Legião Urbana. Como todo mundo entrou em uma mesma sintonia, tiveram momentos surreais. Parecia que a gente estava de fato revivendo a história, não apenas como atores. Quando voltei para casa, contei tudo para meu pai, que também se emocionou. Antes de filmar, eu usei ele como laboratório.
A cena mais emocionante, na minha opinião, é quando tocamos ‘Ainda É Cedo’. Nesse momento, o Renato Russo, vivido pelo ator Thiago Mendonça, reencontra sua melhor amiga, para quem ele fez a composição.
Posso garantir que ‘Somos Tão Jovens’ vai ser um filme extremamente musical. Todos os atores são músicos de verdade. A gente tocou quase 20 canções, sem nenhum playback. O som que vai ser ouvido no cinema é o que rolou de verdade lá na hora. Quem cuidou disso foi o Carlos Trilha, que é um superprodutor musical, e que, como se não bastasse, tocou na Legião Urbana”, por Nicolau Villa-Lobos.
Elas são Gabrielas


Integrante do badalado bloco Mulheres de Chico, a cantora Gabriela Buarque (foto na árvore) conta que seu nome foi escolhido na mesma Ilhéus onde se passa a trama. “Minha mãe estava grávida quando foi com meu pai à cidade baiana. Eles até visitaram as locações onde foi filmada a novela. E eu tenho mesmo esse traço da Gabriela, de correr atrás do que acredito. Isso se reflete até no lance de querer viver de música, que banco na cara e na coragem”, compara.
A identificação com a personagem não é uma unanimidade. “Curto a espontaneidade e autenticidade, mas não gosto dessa coisa meio ingênua dela”, descarta a designer Gabriela Ferraz (foto com o CD). “Minha mãe conta que a novela fez muito sucesso, e como ela é negra e meu pai branco, acharam que sairia uma menina morena e que o nome combinaria”, explica.
Nem todas, claro, têm a obrigação de gostar do nome. “Minha mãe é fã do Jorge Amado, mas me batizou com Anna antes, para eu ter a opção de querer ser chamada assim, e não de Gabriela”, considera a jornalista Anna Gabriela Lopes (foto com a flor). “Mas adoro meu nome!”.
Além de serem xarás, elas dividem o fato de sempre escutar o onipresente refrão da canção-tema de Dorival Caymmi, eternizada na voz de Gal Costa. “Toda hora me cumprimentam com o ‘Gabrie-e-la’ sonoro da Gal”, diverte-se Anna Gabriela. LSM (fotos Felipe O'Neill)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Guitarrista racional viaja em disco voador
Célebre músico da Banda Vitória Régia, de Tim Maia, Paulinho Guitarra lança novo CD solo
Ele já imprimiu seu talento em discos e shows de nomes como Cazuza, Marina Lima, Claudio Zoli, Ed Motta (com quem toca atualmente) e Tim Maia. Mas, desta vez, Paulinho Guitarra não está a serviço de nenhum outro talento da música brasileira. Ele lança seu mais novo CD solo, ‘Romantic Lovers’. “São instrumentais simples, leves e curtos. As pessoas vão até assoviar as melodias”, promete.
Paulinho Guitarra acumula histórias incríveis de sua trajetória. Ele é um dos personagens principais da biografia de Tim Maia, ‘Vale Tudo’, escrita por Nelson Motta, e foi, inclusive, devoto da Cultura Racional, seita que fez a cabeça do ‘Síndico’ e de sua banda nos anos 70. “Aquela parada Racional foi o maior pé no saco, a gente se tornou os maiores malas sem alça do Brasil! Só teve uma coisa boa: a gente ter saído de lá! Quer dizer, além dos três discos que o Tim Maia fez. Dá para ouvir a força e a limpidez de sua voz naquele período”, recorda.
Paulinho deixou a Cultura Racional, mas ainda mantém suas crenças. “Sempre acreditei em discos voadores. Acho até que cheguei na Terra num desses”, decreta ele, que até lançou um CD chamado ‘Trans Space’. “Esse título é mais um flerte com a space age music do início dos anos 60”, explica.
Lenda da guitarra, Paulinho celebra a carreira, solo e ao lado dos nomes a quem serviu com seu talento. “O artista escolhe se quer ter uma trajetória efêmera, tipo ‘passou rápido, mas ganhei uma baba, maluco!’. Prefiro ter uma carreira longa e sólida”, avalia.
Ele só troca a guitarra pela mulher e produtora, Jane, a quem dedica o novo CD. “Quando terminei o disco anterior, decidi que o próximo seria assim: ‘Amor, vou fazer um disco inteiro para você!’”, derrete-se. LSM (foto Ana Paula Amorim)
Ele já imprimiu seu talento em discos e shows de nomes como Cazuza, Marina Lima, Claudio Zoli, Ed Motta (com quem toca atualmente) e Tim Maia. Mas, desta vez, Paulinho Guitarra não está a serviço de nenhum outro talento da música brasileira. Ele lança seu mais novo CD solo, ‘Romantic Lovers’. “São instrumentais simples, leves e curtos. As pessoas vão até assoviar as melodias”, promete.
Paulinho Guitarra acumula histórias incríveis de sua trajetória. Ele é um dos personagens principais da biografia de Tim Maia, ‘Vale Tudo’, escrita por Nelson Motta, e foi, inclusive, devoto da Cultura Racional, seita que fez a cabeça do ‘Síndico’ e de sua banda nos anos 70. “Aquela parada Racional foi o maior pé no saco, a gente se tornou os maiores malas sem alça do Brasil! Só teve uma coisa boa: a gente ter saído de lá! Quer dizer, além dos três discos que o Tim Maia fez. Dá para ouvir a força e a limpidez de sua voz naquele período”, recorda.
Paulinho deixou a Cultura Racional, mas ainda mantém suas crenças. “Sempre acreditei em discos voadores. Acho até que cheguei na Terra num desses”, decreta ele, que até lançou um CD chamado ‘Trans Space’. “Esse título é mais um flerte com a space age music do início dos anos 60”, explica.
Lenda da guitarra, Paulinho celebra a carreira, solo e ao lado dos nomes a quem serviu com seu talento. “O artista escolhe se quer ter uma trajetória efêmera, tipo ‘passou rápido, mas ganhei uma baba, maluco!’. Prefiro ter uma carreira longa e sólida”, avalia.
Ele só troca a guitarra pela mulher e produtora, Jane, a quem dedica o novo CD. “Quando terminei o disco anterior, decidi que o próximo seria assim: ‘Amor, vou fazer um disco inteiro para você!’”, derrete-se. LSM (foto Ana Paula Amorim)
A vingança de Ivan Lins
Ivan Lins promete vingança. Na primeira edição do festival Rock In Rio, em 1985, ele foi execrado por ser um peixe fora d’água em um festival que tinha o rock até no nome. Primeira atração — em dobradinha ao lado do guitarrista norte-americano George Benson — confirmada para a próxima edição do evento em sua cidade de origem, agendada para setembro de 2013, o cantor e compositor garante que, dessa vez, vai calar a boca dos antigos detratores.
“Roqueiro é, em sua maioria, aquele garotão alienado, e eu apanhei muito daquela turma do rock dos anos 80. Sabia que não levaria vaias ou latas, porque não fui escalado para o dia dos grupos mais pesados, mas tive que entrar no palco com atitude, gritando. Perdi a voz na quarta música e nunca mais ninguém me criticou”, recorda Ivan Lins.
Ele considera a apresentação em 1985 como um divisor de águas em sua carreira. “Combinei com o George Benson que desta vez vamos fazer um tributo àquela noite. Vamos cantar uma música de cada artista que estava lá, como Elba (Ramalho) e (Gilberto) Gil, e sugeri a ele fazer uma versão em guitarra e voz para ‘You’ve Got a Friend’, do James Taylor”, antecipa.
Antes disso, porém, Ivan Lins lança um novo disco, no mês que vem. “Vai se chamar ‘Amorágio’, e todas as músicas falam de amor. Tem participações de Maria Gadú, Pedro Luis e Rafael Altério, um compositor com quem tenho uma dupla sertaneja, Fioravante & Guimarães, que são nossos sobrenomes do meio. A gente faz apresentações beneficentes pelo interior”, conta.
Ivan Lins acrescenta ainda que gostaria de fazer parceria com Michel Teló. “Ouvi sua música pela primeira vez em 2010, antes dessa onda de ‘Ai, Se Eu Te Pego’. Como nossa gravadora é a mesma, na hora falei: ‘Vocês têm um diamante nas mãos, gostaria de conhecê-lo’. Tentei marcar, mas as agendas não permitiram. Dos novos sertanejos, ele é o que pode ir mais longe, se não se acomodar no sucesso fácil, como outros artistas do gênero”, avalia.
Apesar da bronca inicial, Ivan Lins revela que também tem seu lado roqueiro. “Adoro The Police e Rush”, lista. LSM (foto Maíra Coelho)
“Roqueiro é, em sua maioria, aquele garotão alienado, e eu apanhei muito daquela turma do rock dos anos 80. Sabia que não levaria vaias ou latas, porque não fui escalado para o dia dos grupos mais pesados, mas tive que entrar no palco com atitude, gritando. Perdi a voz na quarta música e nunca mais ninguém me criticou”, recorda Ivan Lins.
Ele considera a apresentação em 1985 como um divisor de águas em sua carreira. “Combinei com o George Benson que desta vez vamos fazer um tributo àquela noite. Vamos cantar uma música de cada artista que estava lá, como Elba (Ramalho) e (Gilberto) Gil, e sugeri a ele fazer uma versão em guitarra e voz para ‘You’ve Got a Friend’, do James Taylor”, antecipa.
Antes disso, porém, Ivan Lins lança um novo disco, no mês que vem. “Vai se chamar ‘Amorágio’, e todas as músicas falam de amor. Tem participações de Maria Gadú, Pedro Luis e Rafael Altério, um compositor com quem tenho uma dupla sertaneja, Fioravante & Guimarães, que são nossos sobrenomes do meio. A gente faz apresentações beneficentes pelo interior”, conta.
Ivan Lins acrescenta ainda que gostaria de fazer parceria com Michel Teló. “Ouvi sua música pela primeira vez em 2010, antes dessa onda de ‘Ai, Se Eu Te Pego’. Como nossa gravadora é a mesma, na hora falei: ‘Vocês têm um diamante nas mãos, gostaria de conhecê-lo’. Tentei marcar, mas as agendas não permitiram. Dos novos sertanejos, ele é o que pode ir mais longe, se não se acomodar no sucesso fácil, como outros artistas do gênero”, avalia.
Apesar da bronca inicial, Ivan Lins revela que também tem seu lado roqueiro. “Adoro The Police e Rush”, lista. LSM (foto Maíra Coelho)
sábado, 12 de maio de 2012
Amor de mãe
Quem não teve a oportunidade de conferir ao vivo Elis Regina (1945-1982), considerada por muitos a melhor cantora brasileira de todos os tempos, e mesmo quem teve o privilégio de presenciar uma apresentação sua, deve conferir a homenagem à artista feita pela filha, a também cantora Maria Rita. O emocionante espetáculo, que no Rio festeja o Dia das Mães no Aterro do Flamengo, já foi apresentado por ela em Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e São Paulo. É bom que os fãs levem suas câmeras fotográficas para registrar o momento além de apenas na memória, porque não há garantia de que o projeto ‘Viva Elis’ vire um DVD.
“Apesar dos milhares de pedidos, não tomei essa decisão ainda. Não vejo por que fazer um DVD, já que as versões originais da minha mãe ainda estão aí para serem ouvidas. E, convenhamos, as versões dela ainda são as definitivas”, decreta Maria Rita.
A cantora, no entanto, deixa no ar que pode mudar de ideia. “Se for para chamar maisatenção para o nome da Elis, posso reconsiderar minha posição. Afinal, o objetivo desse projeto é redescobri-la, reapresentá-la para quem tiver a alma aberta”, define a filha coruja.
Desde que surgiu no cenário, Maria Rita sempre foi comparada à mãe pela similaridade dos timbres. Em dez anos de carreira, a filha considera que já conseguiu marcar sua identidade como cantora. “Eu diria isso sim, caso contrário eu não teria durado um ano sequer neste mercado”, avalia.
E demorou, mas ela finalmente cedeu à pressão e aceitou cantar clássicos eternizados na voz de Elis, como ‘O Bêbado e a Equilibrista’, ‘Aprendendo a Jogar’, ‘Fascinação’ ou ‘Como Nossos Pais’ — todas essas incluídas no roteiro. Na estreia do espetáculo, em março, no Vivo Rio, apenas para convidados, a cantora fez questão de várias vezes registrar ao microfone que “isso é única e somente uma homenagem à maior cantora que o País já teve”, deixando claro que Elis é incomparável.
Ao lado dos músicos Thiago Costa (teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), ela vai interpretar 25 sucessos da carreira de Elis, com direito a figurino e gestual que remetem aos da mãe.
O projeto conta ainda com uma exposição (que estreia no Rio em 10 de outubro) com fotos, entrevistas, ingressos, pôsteres, vídeos e objetos pessoais, além de um documentário sobre Elis Regina.
“O que deve emocionar mais as pessoas é uma sala onde poderão ouvir a voz de Elis sem acompanhamento instrumental, solo”, conta o músico, produtor e idealizador da homenagem, João Marcello Bôscoli, irmão de Maria Rita.
Pedro Mariano, também filho de Elis, é ausência sentida no projeto. “Essa homenagem é de mim para ela. O Pedro tem a dele, já em andamento, e, pelo que já soube, será um show muito bonito”, antecipa Maria Rita.
Em meio às homenagens a Elis, ela ainda nem pensa em gravar novo disco. “Estou mergulhada neste projeto. Quando sentir necessidade de novas histórias, aí sim entro em estúdio. Quando e onde ainda não me interessa”, despista. LSM (fotos Maria Rita por Felipe O’Neill)
“Apesar dos milhares de pedidos, não tomei essa decisão ainda. Não vejo por que fazer um DVD, já que as versões originais da minha mãe ainda estão aí para serem ouvidas. E, convenhamos, as versões dela ainda são as definitivas”, decreta Maria Rita.
A cantora, no entanto, deixa no ar que pode mudar de ideia. “Se for para chamar maisatenção para o nome da Elis, posso reconsiderar minha posição. Afinal, o objetivo desse projeto é redescobri-la, reapresentá-la para quem tiver a alma aberta”, define a filha coruja.
Desde que surgiu no cenário, Maria Rita sempre foi comparada à mãe pela similaridade dos timbres. Em dez anos de carreira, a filha considera que já conseguiu marcar sua identidade como cantora. “Eu diria isso sim, caso contrário eu não teria durado um ano sequer neste mercado”, avalia.
E demorou, mas ela finalmente cedeu à pressão e aceitou cantar clássicos eternizados na voz de Elis, como ‘O Bêbado e a Equilibrista’, ‘Aprendendo a Jogar’, ‘Fascinação’ ou ‘Como Nossos Pais’ — todas essas incluídas no roteiro. Na estreia do espetáculo, em março, no Vivo Rio, apenas para convidados, a cantora fez questão de várias vezes registrar ao microfone que “isso é única e somente uma homenagem à maior cantora que o País já teve”, deixando claro que Elis é incomparável.
Ao lado dos músicos Thiago Costa (teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), ela vai interpretar 25 sucessos da carreira de Elis, com direito a figurino e gestual que remetem aos da mãe.
O projeto conta ainda com uma exposição (que estreia no Rio em 10 de outubro) com fotos, entrevistas, ingressos, pôsteres, vídeos e objetos pessoais, além de um documentário sobre Elis Regina.

Pedro Mariano, também filho de Elis, é ausência sentida no projeto. “Essa homenagem é de mim para ela. O Pedro tem a dele, já em andamento, e, pelo que já soube, será um show muito bonito”, antecipa Maria Rita.
Em meio às homenagens a Elis, ela ainda nem pensa em gravar novo disco. “Estou mergulhada neste projeto. Quando sentir necessidade de novas histórias, aí sim entro em estúdio. Quando e onde ainda não me interessa”, despista. LSM (fotos Maria Rita por Felipe O’Neill)
quinta-feira, 10 de maio de 2012
‘Não sou brega!’
“A música combinou muito com a relação dos personagens em ‘Avenida Brasil’. O amor deles aparentemente acabou, mas acredito que eles ainda continuam se gostando”, aposta o noveleiro.
Sem lançar disco desde 2008 e festejando 40 anos de carreira, ele reúne seus sucessos em novo CD e DVD, ‘Na Estrada — Ao Vivo’, com direito a quatro canções inéditas, incluindo ‘Estória de Nós Dois’.
José Augusto é dos cantores que mais colecionam temas em trilhas de novelas. Inclua aí ‘A Indomada’, ‘Torre de Babel’, ‘De Corpo e Alma’, ‘O Mapa da Mina’, ufa, a lista é grande. O tanto de canções românticas embalando as tramas lhe rendeu a fama de ‘artista brega’. Coisa que ele descarta veementemente.
“Não sou brega! Me incomoda quando me classificam assim. Prefiro que diga ‘não gosto da sua música’ que essa coisa de rótulo. Diria ainda que isso é uma forma de preconceito”, desabafa.
HIPPIE ROMÂNTICO
Aos 58 anos, José Augusto aparece todo garotão na foto da capa de seu novo lançamento. “É verdade, sou um cara privilegiado de ter 58 anos com essa carinha de... 56!”, diverte-se o cantor. “Mas não faço quase nada para cuidar da aparência. No máximo, uma caminhadinha de vez em quando. É que, às vésperas da gravação do DVD, eu tirava um tempinho para ir à praia e tirar aquela cor de amarelo-escritório do rosto, por isso fiquei com cara de mais novo”, explica.
Já faz tempo que José Augusto não ostenta mais a cabeleira e visual riponga que tinha nos anos 70 e que estampou as capas de seus primeiros discos. Ele conta que, apesar do antigo ‘look’ e de ter sido criado nas ladeiras de Santa Teresa (tendo, inclusive, batizado um álbum com o nome do bucólico bairro), nunca foi um típico bicho-grilo. “Era a moda da época, e eu seguia, como todo mundo. Tinha um cabelo bem maior, fazia até permanente”, revela. “Guardo lembranças muito carinhosas daqueles tempos, especialmente de Santa Teresa. Fiquei com muita pena com o que aconteceu com os bondinhos, pelo acidente e a desativação. Vivi a infância inteira ali. Sempre que tenho um tempinho, principalmente à noite, dou um giro por lá. Vou curtir um barzinho, gosto de passar pela rua em que morava. A casa, na esquina da Frei Orlando com a Paraíso, não existe mais. Foi demolida quando fizeram o túnel do Catumbi”, recorda, nostálgico.
Ao contrário do auge da carreira, hoje José Augusto consegue transitar numa boa pelas ruas da cidade. “Se existe uma coisa que eu não tenho é saudade de ser reconhecido. Sou menos assediado, as pessoas até vêm falar comigo, mas acabou aquela coisa de não poder nem aparecer na rua, e eu gosto de poder passear com meu filho, ir à praia, ao cinema. Com esse novo DVD, estou com medo disso voltar”, conta. LSM
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