sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fuck Christmas!

Fuck Christmas!
It's a waste of fucking time
Fuck Santa
He's just out to get your dime,
Fuck Holly and Fuck Ivy
And fuck all that mistletoe
White-bearded big fat bastards
Ringing bells where e'er you go
And bloated men in shopping malls
All going Ho-Ho-Ho
It's Christmas fucking time again!

Fuck Christmas
It's a fucking Disney show
Fuck carols
And all that fucking snow
Fuck reindeer
And fuck Rudolph
And his stupid fucking nose
And fucking sleigh bells tinkling
Everywhere you fucking goes
Fuck stockings and fuck shopping
It just drives us all insane.
Go tell the elves
To fuck themselves
It's Christmas time again!

Composers: Eric Idle & John Du Prez; Singer: Eric Idle; Originally From: The Greedy Bastard Tour

(Foda-se o Natal!
É uma perda de tempo fudida
Foda-se o Papai Noel
Só existe para tirar nosso dinheiro

Foda-se o azevinho e a foda-se a hera
E todo aquele musgo verde
Babacas gordos de barbas brancas
Tocando sinos em todos os lugares

Gordões em todas as lojas
Só fazendo ho-ho-ho!
É a porra do Natal de novo!

Foda-se o Natal
É um fudido show da Disney
Fodam-se as renas
E toda aquela neve fudida

Fodam-se as canções e foda-se o Rudolph
E seu estúpido nariz fudido
E os sininhos fudidos do trenó
Tocando em tudo quanto é lugar

Fodam-se as meias
E fodam-se as compras
É de enlouquecer!
Fodam-se os elfos
É Natal de novo!)


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

À sombra do Cidade Negra

Cofundador e coautor de alguns dos grandes sucessos do Cidade Negra, o guitarrista Da Ghama soube pelo rádio que o grupo que integrou por mais de 20 anos terá novamente Toni Garrido na formação. Dissidente assim como o vocalista, ele, porém, não foi contactado para a retomada.

"Não sei o que eles pensam. Voltaria amarradão, mas para isso eles três (Toni, o baixista Bino e o baterista Lazão) têm que me querer. E a gente teria que conversar, porque houve problemas na ruptura. Não quero acusar ninguém, nem me colocar como vítima. Estando ou não, torço pelo sucesso do Cidade Negra, até porque sou sócio da marca. Estou quieto, levando meu trabalho", desabafa Da Ghama, que segue em carreira solo com shows baseados em seu CD 'Violas & Canções', lançado em 2009, no qual ele trocou as guitarras pelos violões.

"Confesso que estou doido para largar a mão em uma guitarra distorcida", revela o músico, declarando-se fã de Eric Clapton. "Já estou preparando um novo álbum, elétrico, para o segundo semestre de 2011. Meu repertório solo não se fixa muito nas músicas do Cidade Negra. Não é que esteja negando minha história, mas não quero associar meu trabalho ao grupo".

NAS MÃOS DE JAH E DE DEUS
Nesses tempos em que vender CDs é cada vez menos fonte de renda para artistas, as vezes que sobe ao palco ajudam a fechar as contas no fim do mês. Atualmente, Da Ghama vive desses shows e, principalmente, dos direitos autorais, de músicas como 'A Sombra da Maldade' e 'Firmamento'. "Vivo bem com o básico. Se meus dois filhos tiverem o que comer, estou tranquilo. Sigo na mão de Jah e na mão de Deus", sacramenta. LSM

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

De Juazeiro a Nova York

As histórias da infância de Ivete Sangalo, que saiu do interior da Bahia e agora lança DVD do show no palco onde até Frank Sinatra cantou

Ivete Sangalo dispara pela rua vestindo apenas uma calcinha cheia de babados, um modelo que ela chama de ‘bunda rica’. Ela e a melhor amiga olham para um lado e para o outro e, travessamente, pulam o muro do Country Club para tomar banho na piscina de madrugada. “Continuo essa mesma menina. Só não posso mais sair na rua só de calcinha, né?”, diverte-se a cantora, lembrando a infância em Juazeiro.

Fomos até o interior da Bahia atrás dos primeiros passos da antiga ‘campeã’ de cuspe à distância da cidade e atual popstar internacional, que lança semana que vem o CD e DVD com registro do show que fez em setembro, no badalado palco do Madison Square Garden, em Nova York. Ivetinha — como é chamada em Juazeiro — garante que não mudou quase nada desde aquela época. “Bom, é verdade que também não me aventuro mais a pular daquela ponte!”, conta, referindo-se ao local em que mergulhava no Rio São Francisco. “Mas continuo enraizada naquela terra. Frequentemente me perguntam onde aprendi uma coisa ou outra, e foi tudo lá”, atesta.

Ivetinha no Madison Square Garden (acima) e aos 15 anos com o pai e a amiga Leila

De fato, a espevitada artista que levanta poeira durante um show inteiro conserva muito da garotinha que se divertia assustando o povo, pulando embaixo de um lençol. “Uma das brincadeiras preferidas da minha turma chamava-se Casa do Terror. Era assim: a gente ia dormir, depois acordava às três da madrugada e partia para a rua fingindo ser um bando de fantasmas”, recorda.

Dessa turma de amigas, a inseparável era Leila Lisboa. As duas meninas foram das primeiras moradoras do bairro Country Club e, em saraus familiares, costumavam se deixar embalar horas a fio pelo violão do pai de Ivete, Alsus Almeida de Sangalo. Célebre em Juazeiro, o seresteiro tem até estátua na praça em frente da casa onde moravam. “Fazer piquenique embaixo de um pé de juazeiro (árvore típica da região), pular elástico e jogar Banco Imobiliário eram as nossas brincadeiras prediletas”, conta a companheira Leila. “No Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde a gente estudava em Petrolina (cidade vizinha, que faz parte de Pernambuco), eu era boa em matemática, enquanto Ivetinha era mais das letras: português e história eram seu forte”, relata.

Leila Lisboa diz que sempre achou que a amiga era ‘diferente’. “Foi ela quem me ensinou a falar palavrão”, revela, às gargalhadas. “Achava que ela seria uma modelo muito famosa, mas não cantora”.

Ivete, antes da música, até ensaiou trabalhos como modelo. “Logo que ela definiu que seria cantora, eu era como sua primeira empresária, pedindo patrocínio de porta em porta e até solicitei ao prefeito para ela se apresentar na festa junina da cidade”, conta Leila.

Hoje, Ivete Maria Dias de Sangalo não precisa pedir mais nada. Pelo contrário. Desde este ano, o Carnaval de Juazeiro até mudou de data só para contar com a disputada presença da conterrânea: migrou para coincidir com o dia 27 de maio, data de seu aniversário.

Vem aí a dobradinha Ivete Sangalo-Shakira
Depois do Maracanã e do Madison Square Garden, onde se apresentaram de Frank Sinatra a Paul McCartney, o céu é o limite para Ivete Sangalo? “Esta não é a minha preocupação. Em Nova York tem muitos brasileiros. Estou é atrás desses Brasis que estão pelo mundo”, explica a musa do axé, que recebeu 20 mil pessoas na emblemática cidade norte-americana.

Nelly Furtado, Diego Torres, Juanes e Seu Jorge emprestaram seu brilho à gravação. “Pena que não deu para o James Morrison ir, porque o pai morreu, e o Lenny Kravitz, por problemas de agenda”, lamenta. Não seja por isso, Ivete, afinal Shakira vem aí. “Temos um projeto juntas que está 90% adiantado”, faz mistério. “É possível que ela venha me prestigiar no Carnaval, vamos torcer”.

Enquanto não começa a nova turnê, em 2011, a estrela só quer saber do filhote, Marcelo: “Virei uma louca de paixão!”. LSM

sábado, 27 de novembro de 2010

A mágica viagem de Izzy Gordon

Em 1967, a fã brasileira Lizzie Bravo dividiu o microfone com John Lennon, na música ‘Across The Universe’. Esta semana, mais uma privilegiada soltou a voz ao lado de um beatle. A paulista Izzy Gordon se apresentou na festa particular que Paul McCartney fez para sua namorada, Nancy, no hotel Grand Hyatt, onde se hospedou durante as apresentações em São Paulo.

“Foi um sonho. Quando soube que ele estava na cidade, pensei, sem pretensão: ‘Puxa, já cantei para o Bono (Vox, do U2), bem que podia cantar para o Paul’. Não sei se os anjos me atenderam, mas logo depois ligaram dizendo que fui escolhida novamente para mostrar a música brasileira a um estrangeiro muito famoso”, relata Izzy, lembrando a ocasião, em 2006, quando foi a estrela de uma festa no mesmo local durante a passagem do U2 pelo País.

Ao contrário daquela vez, em que registrou o encontro com Bono, a produção de McCartney vetou a entrada de máquinas fotográficas e até celulares. No entanto, a cantora, que é sobrinha de Dolores Duran, não perdeu a oportunidade de dar ao astro inglês seu recém-lançado CD, ‘O Que Eu Tenho Pra Dizer’.

“Ele parecia um amigo. Subiu no palco, tocou tamborim, pegou o microfone e brincou no refrão de ‘É Com Esse Que Eu Vou’ (samba que foi sucesso com Elis Regina), num jogo de pergunta e resposta comigo”, descreve.

Para ela, o sonho não acabou. Depois de Bono e Paul McCartney, Izzy já vislumbra estar ao lado de outra estrela internacional. “Gostaria de cantar com a Erykah Badu. Quem sabe, assim como aconteceu com o Paul, este desejo também se realiza?”, imagina. LSM

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Beatlemania invade o mercado

Os 70 anos de John Lennon e os shows de Paul McCartney no Brasil turbinam o lançamento de CDs e livros

As atenções no Brasil estão voltadas para os shows de Paul McCartney, mas seu antigo parceiro também promete ir para o centro dos holofotes. John Lennon, que completaria 70 anos em 2010, acaba de ter sua discografia solo remasterizada com o mesmo trato que a obra dos Beatles ganhou ano passado. A viúva Yoko Ono acompanhou tudo de perto.

“Nunca gostei da maneira como as músicas eram mixadas nos anos 70, com a voz escondida, enterrada”, define Yoko, no novo encarte do CD ‘Double Fantasy’, último álbum lançado com Lennon ainda vivo.

Este título é o que mais promete surpreender entre os relançamentos. Yoko Ono e Jack Douglas, coprodutor do disco original, colocaram as guitarras e a voz de Lennon mais altas e deletaram boa parte dos vocais de apoio e teclados que datavam o som do álbum. O resultado é ‘Stripped Down’, CD que acompanha a nova edição do ‘Double Fantasy’ (R$ 54). “Mesmo para quem conhece bem o disco, a experiência é como escutá-lo pela primeira vez”, garante Yoko.

Produtor cultural e grande fã dos Beatles, Marcelo Fróes exulta a qualidade deste álbum. “Com canções lindas, ‘Double Fantasy’ é insuperável, e esta versão ‘Stripped Down’ ficou bem interessante”, avalia. “Aguardemos a remasterização da obra de Paul McCartney, que começa com o ‘Band On The Run’, em 2010”.

Supervisionada pelo próprio McCartney, esta reedição sai este mês em CD duplo com novas fotos e um DVD incluindo cenas de bastidores. Outra referência no Brasil quando o assunto é Beatles, Lizzie Bravo, que gravou vocais com o grupo na música ‘Across The Universe’, festeja o tratamento pelo qual a obra dos ídolos vem passando. “Especialmente na faixa que participei, minha voz ficou bem mais evidente. Só que ouvir o Lennon com este som melhorado dá um sentimento estranho, porque parece que o cara está na minha sala, e sabemos que ele não está mais entre nós”, suspira.

Os títulos estão disponíveis separados (R$ 34,90) ou reunidos na caixa ‘Signature Box’ (R$ 1.000), com textos de Yoko Ono e dos filhos Sean e Julian, além de um disquinho extra com gravações caseiras. “Este material, que colecionadores já conheciam, veio com som igualmente cristalino, mas mantendo a cara dos anos 70”, ressalta Ricardo Pugialli, pesquisador e autor do livro ‘Beatlemania’.

Entre os novos lançamentos, destaque ainda para a coletânea ‘Power To The People’ (R$ 59), com um DVD e um cartão interativo que dá acesso a mais conteúdo no site http://www.johnlennon.com/.

PARA SABER MAIS
Pegando carona nas apresentações de Paul McCartney no Brasil, foi lançado o DVD ‘Live In Canada’ (R$ 16,50), com show dele celebrando os 400 anos da cidade de Quebec, em 2008. Já as clássicas coletâneas ‘Azul’ e ‘Vermelha’ dos Beatles voltam reembaladas e remasterizadas (R$ 59).

Para ler sobre o grupo, acabam de sair os livros ‘The Beatles — Gravações Comentadas e Discografia Completa’ (R$ 59,90), belo documento sobre a história de cada álbum, e ‘Can’t Buy Me Love — Os Beatles, a Grã Bretanha e os Estados Unidos’ (R$ 99), que entrelaça biografia com a história cultural dos anos 60.

Já no mercado, mas também afetados pelo ‘efeito Paul’, e por isso em destaque neste período, os definitivos ‘Many Years From Now’ (R$ 49,50), autobiografia de McCartney, e ‘The Beatles — A Biografia’ (R$ 111), de Bob Spitz. “Este é o livro sobre eles que mais vende”, conta Janice Florido, publisher da editora Larousse, sobre a ‘Bíblia dos Beatles’ de Spitz. LSM

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Maria Bethânia se queixa do mano Caetano

Diva homenageia a mãe em CD e reclama do irmão: ‘Ele não compõe mais pra mim’

Que vontade de produzir tem Maria Bethânia. Num tempo em que as lojas, em diversos mercados do mundo, já não estão mais vendendo CDs, ela lança dois discos, ‘Tua’ e ‘Encanteria’, em 2009, e sai em turnê que vira CD e DVD, um ano depois. “Gosto mesmo de gravar e me apresentar ao vivo. Isso de virar um disco, eu nem ligo mais. Sei que disco é algo que já não existe. DVD é um pouco melhor: talvez venda uns 12 exemplares”, brinca Bethânia, sobre ‘Amor Festa Devoção’ (Biscoito Fino), dedicado à sua mãe, Dona Canô.

O novo lançamento, com 18 músicas dos discos do ano passado, traz pouca novidade além de confirmar que a intérprete continua cantando muito. Tudo bem: Bethânia já produziu o suficiente para alcançar, faz tempo, um estágio no qual não precisa mais lançar nada que surpreenda ou necessite aprovação. “Nem vou fazer show de lançamento no Rio e São Paulo. Fiz, agora, uma apresentação em Buenos Aires. O Caetano (Veloso) foi lá me ver, contou que tocou na Islândia e que foi demais. Fiquei com muita vontade de cantar lá também”, relata.

No novo CD, Bethânia registrou um punhado de músicas do irmão, um dos compositores que mais gravou durante a carreira. Porém, deixa escapar uma reclamação: “Ele não faz mais músicas para mim”, lamenta.

Será que a queixa tem relação com o fato de Caetano ter composto cerca de uma dezena de músicas para o novo álbum de Gal Costa, previsto para 2011, além de assinar a produção com o filho Moreno Veloso? Espera-se que a ‘concorrente’ venha com tintas tropicalistas e roqueiras, como a da Banda Cê, de Caetano. Mas Bethânia deixa no ar que também é aberta para algo direrente: “Posso cantar até um heavy metal, se for do bom!”. LSM

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"É mais fácil conseguir entrevistar Jesus Cristo que o Chico Buarque"

Sempre que pensei conseguir uma declaração do Chico Buarque para abrilhantar alguma matéria, seja sobre música, política ou futebol, me diziam: "Acho mais fácil você conseguir uma declaração de Jesus Cristo que do Chico Buarque". Daí, nem me animava em começar a tentar contactar o artista. Quando o editor do plantão das eleições me deu tal missão, pedindo que fosse tentar abordá-lo no momento do voto alegando que este era um dos principais personagens da campanha no segundo turno, eu de pronto devolvi: "Não acha mais fácil me mandar tentar entrevistar Jesus Cristo, não?". Mas, como nessas situações não dá para argumentar muito em cima da missão dada, saí da redação com o objetivo de voltar com ela cumprida.

Exatamente às 14h28 deste domingo, Chico Buarque atravessou a rua com seu passo tímido e chegou a pé no antigo Colégio Bahiense, atual campus da PUC, na Estrada da Gávea. Junto do fotógrafo André Luiz Mello, o papo começou pelo encontro com a Dilma, e sobre o impacto que seu engajamento no ato público pode ter causado sobre os fãs-eleitores. "Não tenho essa pretensão, de persuadir alguém com a declaração do meu voto ou com minha presença ao lado de ninguém", descartou o cantor e compositor, caminhando em direção à sessão 21, na 211ª Zona Eleitoral.

Depois do voto, entre autógrafos e fotos com admiradores, o artista assumiu que não está 100% satisfeito com a situação do País "Nem a Dilma está. Tem muita coisa ainda para melhorar", opinou. "Mas o caminho que eu topo é esse, que o Lula está traçando, e que espero que a Dilma continue".

Para o músico, amanhã há de ser outro dia, melhor que o de hoje. LSM