Um gaiato disparou certa vez a infame frase: “Todo mundo só morre uma vez, mas a Alanis morre sete...”. A brincadeira, que repercutiu da Internet às mesas de bar, encontra na cantora canadense um fundo de verdade. “Nos meus momentos espirituais, costuma me ocorrer esse pensamento: tenho um grande medo de morrer”, assume Alanis Morissette.
A verdade é que, com 17 anos de carreira, disco novo na bagagem, ‘Havoc And Bright Lights’, Alanis já está imortalizada na história da música pop mundial. Ela, no entanto, não se conforma com isso, e conta que a morte é um assunto recorrente em sua mente. “Penso muito nisso. Não sou uma pessoa religiosa, mas adoro as religiões, passeio por várias, e tiro de cada uma algo de bom para mim”, revela.
Vale recordar que Alanis já foi Deus no cinema. Ela assumiu o papel do Todo-Poderoso no filme ‘Dogma’, em 1999, e, em certa ocasião, ela mesma definiu seus shows como “uma experiência religiosa com o público”. “Quando estou no palco e recebo o reconhecimento das pessoas, é algo muito especial. São os momentos em que esse meu lado espiritual me faz pensar: ‘O que vale na vida é isso’. É algo até telepático que sinto com a plateia”, classifica.
Ela está vivendo, de fato, um momento muito especial, mas desta vez não se trata de comunhão com os fãs. Alanis é mãe recente de Ever, 8 meses, e compara a maternidade com sua profissão. “Esse meu novo disco, eu gravava e, nos intervalos no estúdio, eu amamentava. São duas paixões enormes que tenho na vida”, derrete-se.
PAIXÃO BRASILEIRA
Alanis Morissette já é figurinha fácil no Brasil. Vá lá, nem tanto quanto Billy Paul e Dionne Warwick, que, ano sim, outro também, estão sempre batendo ponto em palcos por aqui. Mas, desde 1996, Alanis já esteve seis vezes no País. Se apresentou no ‘Domingão do Faustão’, em ‘Malhação’ e na novela ‘Celebridade’. “Tenho lindas memórias dessas minhas passagens pelo Brasil. É um público apaixonante”, elogia.
Mas isso a gente já sabe, não é? Aliás, dez entre dez artistas internacionais que vêm por aqui dão essa mesma declaração. Além do público, há algum nome da nossa música que faça a sua cabeça, Alanis? “Eu já morei com cinco brasileiras, e todas me davam vários discos de cantores e bandas do Brasil, que ouvi muito durante um período da minha vida. É uma música maravilhosa, sem dúvida, mas, confesso, não lembro de nenhum nome para te citar agora”, lamenta ela, emendando rapidamente. “Ah, mas tem mais uma coisa que eu admiro muito nos brasileiros: o senso de humor. Inclusive, é bem parecido com o humor canadense”, compara.
O Brasil está mesmo em sua mira. Nos últimos dias, sua página no Facebook estava repleta de postagens em português. Seu novo álbum chegou à primeira posição na iTunes Store do Brasil e segue firme entre os mais baixados. A turnê anterior no País, em 2009, passou por 11 cidades e, nesta volta, ela passa por sete capitais. “A cada apresentação eu gosto de mudar o roteiro. Tem músicas que quero cantar e que nem estão ainda bem ensaiadas. Eu defino o que vai para o palco assim: sento no chão com os outros integrantes da banda e a gente coloca todos os discos no chão e cada um vai escolhendo uma que gostaria de tocar. Os mais novos no grupo preferem as canções mais recentes, e os outros mais velhos acabam votando nas mais antigas, como as do meu disco ‘Jagged Little Pill’. Por isso que cada show pode ter um repertório exclusivo”, detalha. LSM
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Das churrascarias à parceria com Norah Jones
Maria Gadú rebate críticas de Lobão e anuncia namoro musical com a norte-americana
No mais recente disco de Maria Gadú, ‘Mais Uma Página’, estão lá duas canções em inglês, ‘Like A Rose’ e ‘Long Long Time’, parcerias com o músico norte-americano Jesse Harris. O contato com o gringo, porém, rendeu muitas outras canções em inglês e uma ponte para um futuro CD junto de Norah Jones — Harris é vencedor do Grammy pela canção ‘Don’t Know Why’, conhecida na voz da cantora e pianista norte-americana.
“Existe um saco de canções inéditas em inglês minhas com o Jesse Harris, que fazemos sempre que vou à casa dele em Nova York. Isso pode virar um disco. Através dele, conheci a Norah Jones, que é uma pessoa supersimples, uma querida. Estamos os três trocando e-mails direto, ela nos Estados Unidos, ele no Japão e eu aqui no Brasil, combinando uma nova ida a Nova York para um reencontro. Tomara que role mesmo de produzirmos algo juntos. Quando tocamos, meu violão com a guitarra do Jesse e o piano dela, ficou uma fusão muito legal. Seria bom misturar essas identidades em um disco”, torce Maria Gadú.
Seu namoro com a língua inglesa segue firme. Recentemente, ela foi aos Estados Unidos e gravou participação no clássico ‘Blue Velvet’ para o próximo disco do veterano Tony Bennett, ‘Viva Duets’, lançamento que vai contar ainda com Roberto Carlos e Ana Carolina.
“Na minha carreira, tenho recebido convites assustadores, como o de gravar com o Caetano Veloso. O Tony foi mais um. Fiquei emocionada em conhecê-lo e presenciar o imenso carinho que ele tem com seu filho e produtor, Danny, que foi quem mostrou minhas músicas para ele”, conta.
Entre tantas experiências internacionais, nem parece que até outro dia Maria Gadú ainda era uma cantora de churrascaria. Ela, inclusive, faz graça com as críticas do polêmico Lobão, que assim a classificou, pejorativamente, na mais recente rajada de sua metralhadora giratória. “Ele falou uma verdade: cantei muito em churrascarias, assim como em pizzarias, em barzinhos... Eu gosto do Lobão, sou fã dele. A gente até já cantou juntos ‘Hey Jude’, dos Beatles, em um evento da MTV. Eu não grilo com o que ele fala, ele é assim mesmo, todo mundo sabe. Quem sofrer com as críticas dele que dê um tiro no pé. E viva os cantores de churrascaria!”, diverte-se. LSM
No mais recente disco de Maria Gadú, ‘Mais Uma Página’, estão lá duas canções em inglês, ‘Like A Rose’ e ‘Long Long Time’, parcerias com o músico norte-americano Jesse Harris. O contato com o gringo, porém, rendeu muitas outras canções em inglês e uma ponte para um futuro CD junto de Norah Jones — Harris é vencedor do Grammy pela canção ‘Don’t Know Why’, conhecida na voz da cantora e pianista norte-americana.
“Existe um saco de canções inéditas em inglês minhas com o Jesse Harris, que fazemos sempre que vou à casa dele em Nova York. Isso pode virar um disco. Através dele, conheci a Norah Jones, que é uma pessoa supersimples, uma querida. Estamos os três trocando e-mails direto, ela nos Estados Unidos, ele no Japão e eu aqui no Brasil, combinando uma nova ida a Nova York para um reencontro. Tomara que role mesmo de produzirmos algo juntos. Quando tocamos, meu violão com a guitarra do Jesse e o piano dela, ficou uma fusão muito legal. Seria bom misturar essas identidades em um disco”, torce Maria Gadú.
Jesse Harris e Maria Gadú: foi ele quem a apresentou a Norah Jones
Seu namoro com a língua inglesa segue firme. Recentemente, ela foi aos Estados Unidos e gravou participação no clássico ‘Blue Velvet’ para o próximo disco do veterano Tony Bennett, ‘Viva Duets’, lançamento que vai contar ainda com Roberto Carlos e Ana Carolina.
“Na minha carreira, tenho recebido convites assustadores, como o de gravar com o Caetano Veloso. O Tony foi mais um. Fiquei emocionada em conhecê-lo e presenciar o imenso carinho que ele tem com seu filho e produtor, Danny, que foi quem mostrou minhas músicas para ele”, conta.
Entre tantas experiências internacionais, nem parece que até outro dia Maria Gadú ainda era uma cantora de churrascaria. Ela, inclusive, faz graça com as críticas do polêmico Lobão, que assim a classificou, pejorativamente, na mais recente rajada de sua metralhadora giratória. “Ele falou uma verdade: cantei muito em churrascarias, assim como em pizzarias, em barzinhos... Eu gosto do Lobão, sou fã dele. A gente até já cantou juntos ‘Hey Jude’, dos Beatles, em um evento da MTV. Eu não grilo com o que ele fala, ele é assim mesmo, todo mundo sabe. Quem sofrer com as críticas dele que dê um tiro no pé. E viva os cantores de churrascaria!”, diverte-se. LSM
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Iron Maiden em quadrinhos
Banda de heavy metal aprova gibi brasileiro sobre um de seus discos
Quando era gurizinho, o ilustrador paulistano Hamilton Tadeu, 41 anos, se divertia desenhando com giz, na calçada, os músicos do grupo norte-americano de rock Kiss. Com o tempo, suas duas paixões, histórias em quadrinhos e heavy metal, nunca mais deixaram de andar juntas. O auge desta devoção aconteceu quando recebeu um e-mail do pessoal da banda inglesa Iron Maiden se derretendo em elogios por seu gibi ‘Seventh Son Of A Seventh Son’. A publicação leva para os quadrinhos a história narrada nas letras do clássico disco do grupo, de 1988, sobre o nascimento do sétimo filho de um sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais.
“No ano passado, eles tocaram em São Paulo. Fui ao hotel Hilton e consegui achar o empresário deles. Me apresentei e entreguei uma versão da revista em inglês. Queria a permissão para publicar. Ele fez cara de bravo e foi saindo, aí eu puxei ele e insisti que mostrasse para os músicos. Meses depois, recebi o e-mail da assessoria dizendo que todos leram e adoraram”, festeja Hamilton, ainda incrédulo. “Ano que vem o Iron volta a tocar na América do Sul, e para a ocasião pretendo fazer um gibi com adaptação das letras dos discos ‘Killers’ e ‘Iron Maiden’, os primeiros deles”.
A revistinha, que acaba de ganhar a versão também em inglês, custa só R$ 5, e pode ser encomendada pelo e-mail nflzine@hotmail.com. Hamilton editou, fez o roteiro, e delegou os desenhos ao também ilustrador Fred Macêdo. A revista traz, em suas 52 páginas, a adaptação de todo o disco, rascunhos dos desenhos e as letras das oito músicas do álbum, com as respectivas traduções. Um trabalho dedicado.
“Nos dois últimos dias cuidando do gibi, fiquei 22 horas na frente do computador. Minha pele até ficou esverdeada”, detalha.
Hamilton também vende a revista nas portas dos shows de metal, oferecendo para os leitores em potencial — qualquer um que esteja de camiseta preta ou visual de roqueiro. “Fui para Curitiba e Brasília vender nos shows dos grupos Helloween e Stratovarius. Tinha que vender 42 revistas para pagar a passagem, e consegui vender mais de 120 exemplares”, conta. “Estou pensando agora em fazer uma versão da revista em espanhol, para os fãs da América Latina”.
Hamilton anuncia ainda que vai lançar sua própria editora, a NFL, sigla para Nice Freak Life (doce vida maluca). “Já tenho autorização para lançar a biografia do saudoso vocalista Dio”, antecipa.
Apaixonado por quadrinhos, Hamilton acabou deixando um exemplar do gibi do Maiden com Mauricio de Sousa, na atual Bienal do Livro de São Paulo. “Ele até fez o chifrinho com as mãos, mas não acho que ele curta rock. Mas o Rolo e a Tina, personagens dele, gostam!”, garante. LSM
Quando era gurizinho, o ilustrador paulistano Hamilton Tadeu, 41 anos, se divertia desenhando com giz, na calçada, os músicos do grupo norte-americano de rock Kiss. Com o tempo, suas duas paixões, histórias em quadrinhos e heavy metal, nunca mais deixaram de andar juntas. O auge desta devoção aconteceu quando recebeu um e-mail do pessoal da banda inglesa Iron Maiden se derretendo em elogios por seu gibi ‘Seventh Son Of A Seventh Son’. A publicação leva para os quadrinhos a história narrada nas letras do clássico disco do grupo, de 1988, sobre o nascimento do sétimo filho de um sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais.
“No ano passado, eles tocaram em São Paulo. Fui ao hotel Hilton e consegui achar o empresário deles. Me apresentei e entreguei uma versão da revista em inglês. Queria a permissão para publicar. Ele fez cara de bravo e foi saindo, aí eu puxei ele e insisti que mostrasse para os músicos. Meses depois, recebi o e-mail da assessoria dizendo que todos leram e adoraram”, festeja Hamilton, ainda incrédulo. “Ano que vem o Iron volta a tocar na América do Sul, e para a ocasião pretendo fazer um gibi com adaptação das letras dos discos ‘Killers’ e ‘Iron Maiden’, os primeiros deles”.
A revistinha, que acaba de ganhar a versão também em inglês, custa só R$ 5, e pode ser encomendada pelo e-mail nflzine@hotmail.com. Hamilton editou, fez o roteiro, e delegou os desenhos ao também ilustrador Fred Macêdo. A revista traz, em suas 52 páginas, a adaptação de todo o disco, rascunhos dos desenhos e as letras das oito músicas do álbum, com as respectivas traduções. Um trabalho dedicado.
“Nos dois últimos dias cuidando do gibi, fiquei 22 horas na frente do computador. Minha pele até ficou esverdeada”, detalha.
Hamilton também vende a revista nas portas dos shows de metal, oferecendo para os leitores em potencial — qualquer um que esteja de camiseta preta ou visual de roqueiro. “Fui para Curitiba e Brasília vender nos shows dos grupos Helloween e Stratovarius. Tinha que vender 42 revistas para pagar a passagem, e consegui vender mais de 120 exemplares”, conta. “Estou pensando agora em fazer uma versão da revista em espanhol, para os fãs da América Latina”.
Hamilton anuncia ainda que vai lançar sua própria editora, a NFL, sigla para Nice Freak Life (doce vida maluca). “Já tenho autorização para lançar a biografia do saudoso vocalista Dio”, antecipa.
Apaixonado por quadrinhos, Hamilton acabou deixando um exemplar do gibi do Maiden com Mauricio de Sousa, na atual Bienal do Livro de São Paulo. “Ele até fez o chifrinho com as mãos, mas não acho que ele curta rock. Mas o Rolo e a Tina, personagens dele, gostam!”, garante. LSM
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Uma tremenda homenagem
Erasmo Carlos abre a porta de sua casa, na Barra da Tijuca, para o cineasta Neville d’Almeida e a jornalista Scarlet Moon, que traz a tiracolo seu namorado, um jovem guitarrista, um tal de Luiz Maurício Pragana dos Santos. Na reunião, no fim dos anos 70, acertam que o Tremendão fará a música-tema do próximo filme do diretor, ‘Os Sete Gatinhos’. Ao músico novato, é destinada a trilha-sonora incidental.
“A partir dali, o Erasmo se torna meu padrinho artístico”, recorda Luiz Maurício, mais conhecido como Lulu Santos, que celebra o auge desta amizade no show que preparou só com versões para os clássicos da dupla Erasmo e Roberto Carlos.
Em emocionante e histórico reencontro no mesmo jardim da casa do Tremendão, 33 anos depois daquela emblemática ocasião, os dois artistas bebem café, tocam guitarra e se derretem em elogios um ao outro. E senta porque, sob seus cabelos brancos, esses caras têm histórias para contar.
“Estou que nem maluco por causa desse show, cantando sozinho no avião, decorando um monte de músicas, porque faço questão de não colar nenhuma letra”, avisa Lulu. “Quando me convidaram para este projeto de covers, sugeriram que eu cantasse Beatles. Recusei, e disse que, para fazer um show como o que faço com meus sucessos, onde o público canta tudo do início ao fim, preferia fazer com a obra de um artista brasileiro, e aí tinha que ser Roberto e Erasmo”, detalha Lulu, que enfileira no espetáculo ‘Sou Uma Criança, Não Entendo Nada’, ‘Minha Fama de Mau’, ‘Festa de Arromba’ e por aí vai...
Ideia aceita pela produção, ele, entusiasmado, chegou até mesmo a adiar o lançamento de um novíssimo CD de inéditas e um box retrospectivo de sua carreira para se dedicar à homenagem. “Vi um potencial muito grande neste show. O Erasmo é o cara que melhor representa a possibilidade de se fazer rock no Brasil”, define Lulu. “É um artista que, passam-se os anos, continua relevante, coisa cada vez mais rara por aí. A música brasileira já foi reconhecida internacionalmente por sua qualidade. Hoje, virou só uma dancinha com um refrão de duplo sentido”.
Erasmo Carlos fala menos que o verborrágico Lulu, mas não limita elogios para devolver o carinho: “Estou doido para ver essas releituras no palco, Bicho. O Lulu tem essa inquietude que sempre nos faz ficar curiosos sobre que caminho musical ele vai sugerir”, observa o veterano.
No encontro na casa do Erasmo, porém, é Lulu quem acena que vai seguir os passos do ídolo. “Me pedem muito para que escreva minha biografia, como o Erasmo já fez. Já comecei, vamos ver se consigo terminar”, anuncia. “Mas não esperem nada sobre os anos 80. Nunca tive essa década como principal na minha trajetória. Meu encontro com a música vem desde antes”, ressalta.
De fato, ainda nos anos 70 Lulu se excedia em arranjos pirotécnicos no grupo Vímana. Mas isso foi antes do tal primeiro contato com Erasmo Carlos. Ainda hoje, os dois se reencontram e conversam sobre discos e outras paixões como duas crianças. Mas que entendem tudo.
NOVO CD
Era para já ter sido lançado, mas Lulu Santos resolveu dar um tempo para se dedicar ao projeto sobre Erasmo e Roberto e o novo disco de inéditas ficou para depois. Mas sai esse ano, garante ele, e em grande estilo. “Junto do novo lançamento virá uma caixa de quatro CDs, a minha primeira caixa, dessas retrospectivas, que reúnem parte da obra do artista. Vou lançar pela Sony, e quero que cada disco traga um tema: ‘Pista’, ‘Guitarra’, ‘Samba’ e ‘Acústicos’. O álbum de inéditas vai ter muita guitarra, mas não vai ser um disco estritamente de rock. E vai se chamar ‘Luiz Maurício’, isto é, meu próprio nome. Foi assim que surgi na carreira artística, quando, em 1980, lancei o compacto com a música ‘Melô do Amor’”, detalha Lulu Santos.
O atraso no lançamento não incomodou o artista. Muito pelo contrário, ele até comemora o acontecido, e explica o porquê: “Eu já gravei esse novo CD há um ano e meio, e esse é justamente o tempo suficiente para eu reavaliar o resultado com um bom distanciamento. Por exemplo: eu sempre odeio os meus discos quando os escuto um ano e meio depois. Essas novas gravações, não oucço há uns seis meses, e daí que agora vou reavaliar e ver o que ainda posso fazer para que fique o mais perfeito possível”.
Já Erasmo Carlos, depois dos discos ‘Sexo’ e ‘Rock ‘N’ Roll’, não planeja lançar um novo CD — seria o ‘Drogas’? — este ano. Mas, quem sabe ele dispara material novo com uma pequena ajudinha do amigo Lulu Santos? “Ele acaba de me prometer um riff de guitarra para eu colocar melodia e letra em cima”, comemora Erasmo.
Lulu garante que a parceria vai sair. “Prometi, não! Eu até já tenho esse riff pronto, vou mandar para você hoje!”, decreta ele. LSM (fotos João Laet)
“A partir dali, o Erasmo se torna meu padrinho artístico”, recorda Luiz Maurício, mais conhecido como Lulu Santos, que celebra o auge desta amizade no show que preparou só com versões para os clássicos da dupla Erasmo e Roberto Carlos.
Em emocionante e histórico reencontro no mesmo jardim da casa do Tremendão, 33 anos depois daquela emblemática ocasião, os dois artistas bebem café, tocam guitarra e se derretem em elogios um ao outro. E senta porque, sob seus cabelos brancos, esses caras têm histórias para contar.
“Estou que nem maluco por causa desse show, cantando sozinho no avião, decorando um monte de músicas, porque faço questão de não colar nenhuma letra”, avisa Lulu. “Quando me convidaram para este projeto de covers, sugeriram que eu cantasse Beatles. Recusei, e disse que, para fazer um show como o que faço com meus sucessos, onde o público canta tudo do início ao fim, preferia fazer com a obra de um artista brasileiro, e aí tinha que ser Roberto e Erasmo”, detalha Lulu, que enfileira no espetáculo ‘Sou Uma Criança, Não Entendo Nada’, ‘Minha Fama de Mau’, ‘Festa de Arromba’ e por aí vai...
Ideia aceita pela produção, ele, entusiasmado, chegou até mesmo a adiar o lançamento de um novíssimo CD de inéditas e um box retrospectivo de sua carreira para se dedicar à homenagem. “Vi um potencial muito grande neste show. O Erasmo é o cara que melhor representa a possibilidade de se fazer rock no Brasil”, define Lulu. “É um artista que, passam-se os anos, continua relevante, coisa cada vez mais rara por aí. A música brasileira já foi reconhecida internacionalmente por sua qualidade. Hoje, virou só uma dancinha com um refrão de duplo sentido”.
Erasmo Carlos fala menos que o verborrágico Lulu, mas não limita elogios para devolver o carinho: “Estou doido para ver essas releituras no palco, Bicho. O Lulu tem essa inquietude que sempre nos faz ficar curiosos sobre que caminho musical ele vai sugerir”, observa o veterano.
No encontro na casa do Erasmo, porém, é Lulu quem acena que vai seguir os passos do ídolo. “Me pedem muito para que escreva minha biografia, como o Erasmo já fez. Já comecei, vamos ver se consigo terminar”, anuncia. “Mas não esperem nada sobre os anos 80. Nunca tive essa década como principal na minha trajetória. Meu encontro com a música vem desde antes”, ressalta.
De fato, ainda nos anos 70 Lulu se excedia em arranjos pirotécnicos no grupo Vímana. Mas isso foi antes do tal primeiro contato com Erasmo Carlos. Ainda hoje, os dois se reencontram e conversam sobre discos e outras paixões como duas crianças. Mas que entendem tudo.
NOVO CD
Era para já ter sido lançado, mas Lulu Santos resolveu dar um tempo para se dedicar ao projeto sobre Erasmo e Roberto e o novo disco de inéditas ficou para depois. Mas sai esse ano, garante ele, e em grande estilo. “Junto do novo lançamento virá uma caixa de quatro CDs, a minha primeira caixa, dessas retrospectivas, que reúnem parte da obra do artista. Vou lançar pela Sony, e quero que cada disco traga um tema: ‘Pista’, ‘Guitarra’, ‘Samba’ e ‘Acústicos’. O álbum de inéditas vai ter muita guitarra, mas não vai ser um disco estritamente de rock. E vai se chamar ‘Luiz Maurício’, isto é, meu próprio nome. Foi assim que surgi na carreira artística, quando, em 1980, lancei o compacto com a música ‘Melô do Amor’”, detalha Lulu Santos.
O atraso no lançamento não incomodou o artista. Muito pelo contrário, ele até comemora o acontecido, e explica o porquê: “Eu já gravei esse novo CD há um ano e meio, e esse é justamente o tempo suficiente para eu reavaliar o resultado com um bom distanciamento. Por exemplo: eu sempre odeio os meus discos quando os escuto um ano e meio depois. Essas novas gravações, não oucço há uns seis meses, e daí que agora vou reavaliar e ver o que ainda posso fazer para que fique o mais perfeito possível”.
Já Erasmo Carlos, depois dos discos ‘Sexo’ e ‘Rock ‘N’ Roll’, não planeja lançar um novo CD — seria o ‘Drogas’? — este ano. Mas, quem sabe ele dispara material novo com uma pequena ajudinha do amigo Lulu Santos? “Ele acaba de me prometer um riff de guitarra para eu colocar melodia e letra em cima”, comemora Erasmo.
Lulu garante que a parceria vai sair. “Prometi, não! Eu até já tenho esse riff pronto, vou mandar para você hoje!”, decreta ele. LSM (fotos João Laet)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Guia para ouvir Bob Dylan
Autor de biografia ensina a gostar do astro do rock, criticado por sua voz fanhosa
O cantor e compositor norte-americano Bob Dylan divide com o nosso Chico Buarque uma injusta fama: a de ser um mau cantor. De fato, os dois artistas têm uma voz esquisita, fanhosa, fora dos padrões dos grandes cantores. Mas tal característica é compensada pela extrema habilidade de ambos em escrever letras incríveis — porém, no caso do Dylan, essa qualidade não impressiona o ouvinte brasileiro que não fala inglês e que vai, fatalmente, continuar achando o astro do rock um chato de galochas mesmo.
“Entendo a dificuldade de gostar do Bob Dylan sem entender a língua. Me surpreende até o fato de ele ter tantos fãs em países como Alemanha, França ou Itália. Para superar essa limitação, o ideal é traduzir as letras. Ele é um grande poeta”, ensina o escritor e historiador norte-americano Daniel Mark Epstein, autor do livro ‘A Balada de Bob Dylan — Um Retrato Musical’.
Existem dezenas de livros contando a vida de Bob Dylan, e ele próprio já escreveu a sua biografia, ‘Crônicas’, mas Epstein conta sua versão de uma forma diferente. O autor escolheu quatro emblemáticas apresentações do artista, em 1963, 1974, 1997 e 2009, para mostrar como ele mudou o rumo de sua obra com o passar dos anos.
“Bob Dylan é o artista vivo mais interessante para se escrever uma biografia, principalmente porque ele está aí até hoje, lançando novos discos, e se transformando. Acho que por eu também ser poeta e músico, além de contemporâneo dele, posso dar uma nova perspectiva que nenhum outro biógrafo poderia conseguir”, avalia Daniel Mark Epstein.
Mas as reclamações do público sobre Dylan não se resumem à sua voz. Muita gente, fãs inclusive, não suporta o fato de ele mudar tanto as músicas em relação às gravações originais quando as apresenta ao vivo. Muitas vezes, só cai a ficha sobre que canção ele está cantando quando ela está já chegando ao fim.
“Tive o privilégio de ver um dos primeiros shows dele, o de 1963, que relato no livro. Posso dizer que Dylan não está interessado em se repetir, o que seria para ele como viver no passado, um tipo de morte até. Ele é um artista que segue sempre olhando para frente, e isso demanda uma mudança constante”, defende o autor. LSM
O cantor e compositor norte-americano Bob Dylan divide com o nosso Chico Buarque uma injusta fama: a de ser um mau cantor. De fato, os dois artistas têm uma voz esquisita, fanhosa, fora dos padrões dos grandes cantores. Mas tal característica é compensada pela extrema habilidade de ambos em escrever letras incríveis — porém, no caso do Dylan, essa qualidade não impressiona o ouvinte brasileiro que não fala inglês e que vai, fatalmente, continuar achando o astro do rock um chato de galochas mesmo.
“Entendo a dificuldade de gostar do Bob Dylan sem entender a língua. Me surpreende até o fato de ele ter tantos fãs em países como Alemanha, França ou Itália. Para superar essa limitação, o ideal é traduzir as letras. Ele é um grande poeta”, ensina o escritor e historiador norte-americano Daniel Mark Epstein, autor do livro ‘A Balada de Bob Dylan — Um Retrato Musical’.
Existem dezenas de livros contando a vida de Bob Dylan, e ele próprio já escreveu a sua biografia, ‘Crônicas’, mas Epstein conta sua versão de uma forma diferente. O autor escolheu quatro emblemáticas apresentações do artista, em 1963, 1974, 1997 e 2009, para mostrar como ele mudou o rumo de sua obra com o passar dos anos.
“Bob Dylan é o artista vivo mais interessante para se escrever uma biografia, principalmente porque ele está aí até hoje, lançando novos discos, e se transformando. Acho que por eu também ser poeta e músico, além de contemporâneo dele, posso dar uma nova perspectiva que nenhum outro biógrafo poderia conseguir”, avalia Daniel Mark Epstein.
Mas as reclamações do público sobre Dylan não se resumem à sua voz. Muita gente, fãs inclusive, não suporta o fato de ele mudar tanto as músicas em relação às gravações originais quando as apresenta ao vivo. Muitas vezes, só cai a ficha sobre que canção ele está cantando quando ela está já chegando ao fim.
“Tive o privilégio de ver um dos primeiros shows dele, o de 1963, que relato no livro. Posso dizer que Dylan não está interessado em se repetir, o que seria para ele como viver no passado, um tipo de morte até. Ele é um artista que segue sempre olhando para frente, e isso demanda uma mudança constante”, defende o autor. LSM
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Amy carioca
Luiza Dreyer faz sucesso na noite do Rio interpretando as músicas da doidona cantora inglesa
Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (1905-1982):
- Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.
No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a.
No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. Noans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a.
Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (1905-1982):
- Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.
No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a.
No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No
ano os nonao o snonosno ao nso
oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No
ano os nonao o snonosno ao nso
oans n s onao so. No ano os nonao
o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons
oans nosno so. No ano os nonao o
snonosno ao nso oans n s onao nson a. Aao nso oans n s onao nson a.
No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. No nono on n oanoanono no onsonaons oans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a. Noans nosno so. No ano os nonao o snonosno ao nso oans n s onao nson a.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Sem a pele de cordeiro
Lobão prepara novo CD, DVD e um livro, no qual detona a MPB, e faz críticas até ao rock de sua época
Lobão é o tipo de artista para quem você faz apenas uma pergunta e ele já te dá uma entrevista completa. Era para falar de seus novos CD, DVD e livro, mas, verborrágico e provocador, ele não segura sua metralhadora giratória, e dispara em direção a alvos como Maria Gadú e a MPB em geral. Um polemista profissional. Sobrou até para o rock e a geração dos anos 80.
“Essa juventude que está aí desde os anos 90 sentando na boquinha da garrafa acha que hoje MPB é aquela cantora de churrascaria com cabelo igual ao do Neymar”, define Lobão, se referindo à Gadú. “Nesse tipo de MPB só entra quem é brocha, porque é música de frouxo. Um bando de provincianos de sandálias havaianas querendo ser o próximo Chico Buarque, como se já não bastasse um. É igual a uma bicicleta ergométrica: não vai levar a gente a lugar nenhum. Aí, o cara fala para mim que rock é coisa de velho e vai ouvir Luan Santana. Como pode?”, questiona.
Essas e outras cobras e lagartos o roqueiro pretende reunir nas páginas de seu próximo livro, sucessor à bem-sucedida autobiografia ‘50 Anos A Mil’. “Vai ser um tipo de guia politicamente incorreto do metabolismo artístico do brasileiro. O nome será ‘O Manifesto do Nada na Terra do Nunca’, onde o nada sou eu e a terra do nunca é o Brasil”, conta, sobre a publicação prevista para sair em março de 2013. “Antes disso, no mês que vem, eu lanço meu novo CD e DVD, ‘Lino, Sexy & Brutal’. Foi masterizado nos estúdios de Abbey Road, em Londres. Vai trazer o registro de um show que fiz em 2011 no Palace, em São Paulo, bem no dia do heavy metal do Rock In Rio, só para provocar”.
Registre-se que Lobão foi enxotado do palco pelos metaleiros na segunda edição do festival, em 1991. “Toquei quatro horas direto no Palace, fiz quatro bis e foi o show mais representativo da minha vida. Nunca tirei um som como o que vai estar nesse DVD. E é o primeiro trabalho em que assino sozinho a produção. Além disso, estou compondo muito para um próximo CD. Aliás, CD não! Vou lançar em vinil! CD já é coisa de velho, quero lançar um vinil duplo, cheio de música nova”.
Apesar do saudosista anúncio de resgatar o bom e velho LP, formato de seus primeiros lançamentos, Lobão diz que está desapegado do passado. O show registrado em ‘Lino, Sexy & Brutal’ foca em suas composições mais recentes. “O repertório é basicamente o do meu disco ‘A Vida É Doce’ (1999) para a frente, e tem uma versão para ‘Ovelha Negra’, da Rita Lee, com participação do Luis Carlini, guitarrista dela na época. Claro que vai ter também ‘Me Chama’ e ‘Corações Psicodélicos’, além de ‘O Rock Errou’, que não tocava desde 1986, e outros desses sucessos que as pessoas querem ouvir”, detalha.
Lobão não está mesmo dando muita bola para os anos 80. “As pessoas acham que o rock nasceu nessa década. Na boa, da minha geração só se salvam Roger, Renato Russo, Cazuza, Julio Barroso e Edgard Scandurra. O resto era um bando de bundão imitando o U2, o Joy Division e o The Police. Uma década de cópias”, decreta Lobão. LSM (foto Felipe Diniz)
Lobão é o tipo de artista para quem você faz apenas uma pergunta e ele já te dá uma entrevista completa. Era para falar de seus novos CD, DVD e livro, mas, verborrágico e provocador, ele não segura sua metralhadora giratória, e dispara em direção a alvos como Maria Gadú e a MPB em geral. Um polemista profissional. Sobrou até para o rock e a geração dos anos 80.
“Essa juventude que está aí desde os anos 90 sentando na boquinha da garrafa acha que hoje MPB é aquela cantora de churrascaria com cabelo igual ao do Neymar”, define Lobão, se referindo à Gadú. “Nesse tipo de MPB só entra quem é brocha, porque é música de frouxo. Um bando de provincianos de sandálias havaianas querendo ser o próximo Chico Buarque, como se já não bastasse um. É igual a uma bicicleta ergométrica: não vai levar a gente a lugar nenhum. Aí, o cara fala para mim que rock é coisa de velho e vai ouvir Luan Santana. Como pode?”, questiona.
Essas e outras cobras e lagartos o roqueiro pretende reunir nas páginas de seu próximo livro, sucessor à bem-sucedida autobiografia ‘50 Anos A Mil’. “Vai ser um tipo de guia politicamente incorreto do metabolismo artístico do brasileiro. O nome será ‘O Manifesto do Nada na Terra do Nunca’, onde o nada sou eu e a terra do nunca é o Brasil”, conta, sobre a publicação prevista para sair em março de 2013. “Antes disso, no mês que vem, eu lanço meu novo CD e DVD, ‘Lino, Sexy & Brutal’. Foi masterizado nos estúdios de Abbey Road, em Londres. Vai trazer o registro de um show que fiz em 2011 no Palace, em São Paulo, bem no dia do heavy metal do Rock In Rio, só para provocar”.
Registre-se que Lobão foi enxotado do palco pelos metaleiros na segunda edição do festival, em 1991. “Toquei quatro horas direto no Palace, fiz quatro bis e foi o show mais representativo da minha vida. Nunca tirei um som como o que vai estar nesse DVD. E é o primeiro trabalho em que assino sozinho a produção. Além disso, estou compondo muito para um próximo CD. Aliás, CD não! Vou lançar em vinil! CD já é coisa de velho, quero lançar um vinil duplo, cheio de música nova”.
Apesar do saudosista anúncio de resgatar o bom e velho LP, formato de seus primeiros lançamentos, Lobão diz que está desapegado do passado. O show registrado em ‘Lino, Sexy & Brutal’ foca em suas composições mais recentes. “O repertório é basicamente o do meu disco ‘A Vida É Doce’ (1999) para a frente, e tem uma versão para ‘Ovelha Negra’, da Rita Lee, com participação do Luis Carlini, guitarrista dela na época. Claro que vai ter também ‘Me Chama’ e ‘Corações Psicodélicos’, além de ‘O Rock Errou’, que não tocava desde 1986, e outros desses sucessos que as pessoas querem ouvir”, detalha.
Lobão não está mesmo dando muita bola para os anos 80. “As pessoas acham que o rock nasceu nessa década. Na boa, da minha geração só se salvam Roger, Renato Russo, Cazuza, Julio Barroso e Edgard Scandurra. O resto era um bando de bundão imitando o U2, o Joy Division e o The Police. Uma década de cópias”, decreta Lobão. LSM (foto Felipe Diniz)
Assinar:
Postagens (Atom)







.jpg)



